Scrub ou Jaleco: qual a roupa ideal para os turnos de Enfermagem?
Sabe aquele momento em que você acorda às 5h da manhã, ainda meio zonza, e abre o guarda-roupa pensando: "será que hoje eu aguento mais um plantão com essa roupa?"
Pois é. Eu também já passei por isso.
E olha, não é frescura não. A gente passa 12, 24 horas em pé — correndo de um leito pro outro, agachando pra pegar material, subindo escada porque o elevador tá lotado. Se a roupa aperta, esquenta demais ou fica encharcada no meio do turno... pronto, o dia vira um inferno.
Por isso resolvi escrever esse texto. Não como uma "especialista em uniformes", mas como alguém que já viveu na pele (literalmente) o que é trabalhar desconfortável. E que descobriu, com o tempo, que escolher bem o que vestir não é vaidade — é autocuidado.
A dúvida entre scrub e jaleco é super comum, principalmente para quem está começando. Cada um tem sua função, seu momento certo, e entender isso faz toda diferença no seu dia a dia. Agora, enfermeira, você ja não vai mais sofrer com isso, pois vou te mostrar tudo o que aprendi sobre isso — das características de cada peça até as normas que a gente precisa seguir.
O que é Scrub e para que serve?
Entendendo o scrub: mais que um uniforme de enfermagem
O scrub é aquele conjunto de blusa e calça (ou vestido, em alguns modelos) que você vê bastante em centros cirúrgicos, UTIs e prontos-socorros. O nome vem do inglês "to scrub", que significa esfregar — uma referência direta à facilidade de limpeza e esterilização da peça.
Ele é feito geralmente de tecidos leves como poliéster, algodão ou misturas que incluem elastano para dar aquele conforto extra. O design é propositalmente simples e solto, sem muitos detalhes ou costuras complicadas, justamente para facilitar a movimentação e a higienização completa.
Os bolsos são um capítulo à parte — costumam ser amplos e bem posicionados, porque a gente precisa carregar caneta, estetoscópio, garrote, luva extra, aquele chocolate escondido... você sabe como é.
Por que o scrub é tão popular na enfermagem?
Deixa eu te contar: depois que você trabalha um plantão inteiro de scrub, dificilmente quer voltar para roupas pesadas ou apertadas.
O scrub oferece uma liberdade de movimento impressionante. Você consegue agachar, esticar, correr, abaixar quantas vezes precisar sem sentir que a roupa tá te atrapalhando. Isso é essencial quando você tem que fazer reanimação, transferir paciente, ou simplesmente não parar um segundo durante 12 horas.
O tecido leve e respirável proporciona conforto durante longas horas de trabalho, evitando o superaquecimento e o desconforto — especialmente importante em setores quentes ou quando você está correndo de um lado para o outro.
E tem mais: scrub é fácil de lavar. Sério mesmo. Você joga na máquina, usa água quente, alvejante se precisar, e ele aguenta firme. Materiais que resistem a lavagens frequentes em altas temperaturas ajudam a manter a higiene e prevenir contaminação cruzada — algo fundamental na nossa rotina.
Outra vantagem? Seca rápido. Então se você tem só dois ou três scrubs e precisa lavar sempre, não fica naquela agonia de esperar secar.
👉 Entenda mais sobre scrubs em nosso artigo: O que é scrub? Entenda a função e benefícios dessa roupa profissional
O que é Jaleco e para que serve?
O jaleco: tradição e funcionalidade
O jaleco é aquela peça branca (ou colorida, dependendo do setor) que vai por cima da roupa. Ele tem uma história longa na medicina — já foi símbolo máximo da profissão, aquela imagem do médico de jaleco impecável.
Geralmente é feito de materiais um pouco mais encorpados, como gabardine ou oxford, que oferecem mais estrutura e proteção. O comprimento varia: tem os mais curtos (que vão até a cintura ou quadril) e os longos (que chegam quase no joelho).
A modelagem é mais formal, com gola, botões, e aquele caimento que passa uma imagem profissional e organizada.
Quando o jaleco faz diferença?
O jaleco brilha em situações específicas. Ele oferece proteção reforçada contra fluidos e contaminantes, funcionando como uma barreira adicional entre você e possíveis exposições. Para ser considerado um EPI de verdade, ele precisa ser feito de material impermeável que garanta essa proteção.
Em ambientes que exigem maior formalidade — como reuniões, visitas médicas, consultas ambulatoriais — o jaleco dá aquele ar de seriedade e profissionalismo que às vezes o scrub sozinho não transmite.
E tem a questão da imagem profissional. Vamos combinar: tem situações em que você precisa passar confiança e autoridade visual. O jaleco ajuda nisso. Ele comunica "eu sei o que estou fazendo" de um jeito que faz diferença, principalmente em interações com pacientes e familiares.
Muitos profissionais usam o jaleco por cima do scrub, criando aquela combinação perfeita: conforto embaixo e proteção/formalidade por cima.
👉 Entenda mais sobre jalecos em nosso artigo: A diferença que um bom jaleco faz no dia a dia da enfermagem
Scrub vs. Jaleco: as diferenças que você precisa conhecer
Design e modelagem: cada um tem seu jeito
O scrub tem aquela pegada mais casual e funcional. As blusas costumam ter gola V ou redonda, mangas curtas ou longas, e o corte é pensado para facilitar movimento. As calças têm elástico na cintura (uma benção!) e geralmente um cordão para ajustar.
Já o jaleco é mais estruturado e formal. Tem gola de camisa, abertura frontal com botões (ou às vezes zíper), e um corte mais reto que dá aquela aparência profissional. Os bolsos tendem a ser menores e mais discretos.
Tecido: onde mora a grande diferença
Aqui está um ponto crucial: o scrub usa tecidos mais leves e flexíveis. Poliéster com elastano é campeão — ele resiste a amassados, seca rapidamente e aguenta lavagens frequentes em altas temperaturas sem perder a forma. Alguns scrubs usam algodão, que é super confortável mas exige mais cuidado.
O jaleco geralmente usa gabardine, oxford ou misturas de poliéster mais encorpadas. São tecidos que oferecem mais proteção e têm um caimento mais elegante, mas podem ser menos confortáveis em plantões muito longos ou em ambientes quentes.
Resumindo
| Característica | Scrub | Jaleco |
|---|---|---|
|
Função Principal |
Conforto, mobilidade, higiene |
Proteção, formalidade, barreira |
|
Tecidos Comuns |
Poliéster/Elastano, Algodão |
Gabardine, Oxford, Poliéster Encorpado |
| Modelagem |
Solta, funcional, gola V/redonda |
Estruturada, formal, gola de camisa |
|
Uso Fora do Hospital |
Permitido (se limpo) |
Proibido (risco de biossegurança) |
Fatores essenciais na hora de escolher
Conforto: porque você merece trabalhar bem
Olha, isso aqui não é negociável. Se você vai passar 12, 24 horas trabalhando, o conforto precisa estar em primeiro lugar.
Um uniforme desconfortável atrapalha sua concentração, sua mobilidade, e até sua disposição. Você já percebeu como um sapato apertado ou uma calça que aperta na cintura conseguem estragar um dia inteiro? Com o uniforme é a mesma coisa.
Tecidos que respiram fazem toda diferença. Ninguém merece passar calor no meio de um plantão corrido. E modelagens que permitem movimento livre são essenciais — você precisa conseguir agachar para pegar algo do chão, esticar para alcançar um suporte de soro, correr quando toca aquele código azul.
A sensação de estar confortável impacta diretamente na sua performance. Quando você se sente bem com o que está vestindo, trabalha melhor, simples assim.
Segurança: proteção em primeiro lugar
A gente lida com riscos biológicos, químicos e até físicos todos os dias. O uniforme é parte importante da nossa proteção.
O jaleco, quando usado corretamente, oferece uma barreira adicional contra respingos de sangue, fluidos corporais, medicações e outros contaminantes. Ele protege não só sua roupa, mas também sua pele.
Já o scrub, embora mais leve, ainda oferece proteção adequada para ambientes controlados. O importante é que o tecido seja adequado para o tipo de exposição que você enfrenta no seu setor.
E olha um detalhe importante: segundo as normas, se a instituição exige um padrão específico de proteção, ela deve fornecer os uniformes e EPIs necessários sem custo para você.
Praticidade: porque a vida já é corrida demais
Vamos falar a verdade: ninguém quer passar horas cuidando de uniforme. A gente precisa de roupas que sejam práticas de lavar, que sequem rápido, que não precisem de ferro (porque, sinceramente, quem tem tempo?).
O scrub ganha disparado nesse quesito. Você joga na máquina, lava em água quente, tira, pendura, e no dia seguinte está pronto para uso. Sem complicação, sem frescura.
O jaleco pode exigir um pouquinho mais de cuidado, especialmente os de tecidos mais nobres. Alguns precisam de temperatura controlada na lavagem ou até lavagem profissional. É algo a considerar quando você está decidindo o que comprar.
Normas hospitalares: o que você precisa saber
O que dizem as regulamentações
Esse é um assunto que muita gente ignora, mas é super importante. A NR-32 do Ministério do Trabalho, junto com as diretrizes da ANVISA e do COFEN, estabelece regras claras sobre o que devemos usar.
A roupa ideal para enfermagem consiste em uniformes privativos fornecidos pela instituição, complementados pelos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários para cada atividade. O vestuário deve garantir a segurança do profissional e do paciente.
Aqui vai uma informação que muita gente não sabe: se a instituição exige um padrão específico de cor ou modelo, ela é obrigada a fornecer sem custos para você. Isso mesmo. Você não deveria estar pagando do seu bolso por uniforme obrigatório.
Uso correto do jaleco: dentro e fora do hospital
Olha que importante: o jaleco deve ser usado apenas no ambiente de trabalho. É proibido circular com ele em áreas externas como ruas, restaurantes, supermercados ou transporte público.
Eu sei que às vezes dá preguiça de tirar antes de sair, mas isso é uma questão séria de biossegurança. O jaleco pode carregar contaminantes para fora do hospital e trazer agentes externos para dentro. Põe em risco você, sua família e a comunidade.
Muitas instituições oferecem vestiários justamente para isso: você veste o uniforme ao chegar e tira ao sair. É uma medida de proteção que faz toda diferença.
EPIs: complementando a proteção
Além do uniforme básico, dependendo do seu setor, você vai precisar de:
Luvas de proteção para procedimentos que envolvem contato com fluidos corporais ou materiais contaminados
Máscaras (cirúrgicas para proteção contra gotículas, ou PFF2 para procedimentos que geram aerossóis)
Óculos de segurança ou protetor facial para proteger contra respingos
Avental ou capote impermeável para procedimentos com maior risco de exposição
Gorro ou touca para cobrir todo o cabelo em ambientes estéreis
Tudo isso faz parte do protocolo de segurança e deve ser fornecido pela instituição.
Como escolher o modelo ideal
Tamanho e caimento: acerte na medida
Roupa grande demais fica desajeitada e pode até ser perigosa (imagina uma manga presa em algum equipamento). Roupa apertada incomoda, restringe movimento e acaba com seu dia.
O ideal é que o scrub ou jaleco fique confortável sem ser folgado. Você deve conseguir movimentar os braços livremente, agachar sem sentir a roupa apertar, e respirar tranquilamente.
Uma dica: se você está entre dois tamanhos, prefira o maior no caso do scrub (pelo conforto) e o que cai melhor no caso do jaleco (pela aparência profissional).
E teste os bolsos! Sério, coloca a mão dentro, vê se consegue alcançar o fundo facilmente, se a abertura é adequada. Bolso mal posicionado ou muito raso é uma frustração constante.
Cores e tecidos: escolhas que fazem diferença
Tradicionalmente, enfermagem usa branco, mas cada vez mais instituições adotam cores diferentes. Azul, verde, rosa, lilás... as cores ajudam a identificar setores e funções.
Se você pode escolher a cor do seu scrub, pense em:
- Cores escuras disfarçam manchas e parecem limpas por mais tempo (prático para quem trabalha em setores mais "agitados")
- Cores claras transmitem limpeza e profissionalismo, mas exigem mais cuidado
- Cores médias (azul royal, verde cirúrgico) são um meio-termo equilibrado
Quanto ao tecido, já falamos bastante sobre isso, mas recapitulando: poliéster com elastano é sua melhor aposta para scrubs. Durável, confortável, fácil de cuidar. Gabardine é excelente para jalecos. Algodão é confortável mas exige mais manutenção.
O importante é escolher tecidos que resistam a lavagens frequentes em altas temperaturas — isso é fundamental para manter a higiene e prevenir contaminação cruzada.
👉 Veja mais em nosso artigo: Pijamas cirúrgicos coloridos: mais conforto e identidade no plantão
Tecidos que realmente valem a pena
Poliéster: o campeão de durabilidade
Depois de muito teste (e erro), posso afirmar: o poliéster lidera o ranking quando o assunto é durabilidade e praticidade.
Ele resiste a amassados, seca rapidinho, aguenta lavagem após lavagem sem deformar. E quando vem misturado com elastano, então? Fica ainda melhor — você ganha aquele conforto extra e liberdade de movimento que faz toda diferença.
O poliéster com gramatura adequada oferece bom caimento e aparência profissional. É leve, suporta lavagens frequentes em altas temperaturas, e tem excelente custo-benefício. Para quem busca um bom equilíbrio entre custo, durabilidade e praticidade, é a escolha perfeita.
Gabardine: elegância com resistência
O gabardine é aquele tecido mais encorpado, geralmente composto por poliéster, que proporciona flexibilidade e boa impermeabilidade. É bastante utilizado para jalecos por sua resistência e acabamento elegante.
Ele tem um caimento mais estruturado, fica bonito, e oferece proteção adicional. Para quem trabalha em consultórios, ambulatórios ou precisa manter uma apresentação mais formal, o gabardine é uma ótima escolha.
Algodão: conforto que exige cuidado
Eu amo algodão. É super confortável, respirável, macio na pele. Para quem tem pele sensível, é uma benção.
Mas preciso ser honesta: ele exige mais cuidados. Amassa fácil, pode encolher se não lavar corretamente, e costuma ser mais caro tanto na compra quanto na manutenção.
Eu gosto de algodão para aqueles dias mais tranquilos ou para usar em casa. Mas para plantões pesados em setores movimentados, prefiro mesmo o poliéster.
Sarja: resistência para uso intenso
A sarja é muito usada em uniformes que precisam de alta durabilidade. É um tecido denso, resistente, que aguenta bem o uso intenso e oferece conforto nos movimentos.
Não é tão comum em scrubs de enfermagem, mas aparece em alguns jalecos e uniformes de setores específicos. Vale conhecer como opção.
👉 Entenda mais sobre tecidos em nosso artigo: A Escolha do Tecido Certo para Seu Jaleco
O custo-benefício que vale a pena
Por que investir em qualidade
Eu sei que o orçamento aperta. Principalmente quando você está começando e precisa comprar várias peças de uma vez. Mas deixa eu te dar um conselho de quem já errou muito nessa área?
Comprar barato sai caro.
Aquele scrub de 50 reais que desbota na terceira lavagem, que estica, que perde a forma? No final, você vai ter que comprar outro. E outro. E mais outro. No fim das contas, você gasta o dobro ou até o triplo.
Agora, se você investe num uniforme de qualidade — tecido bom, costura reforçada, modelagem adequada — ele dura anos. De verdade. Eu tenho scrubs que uso há mais de três anos e continuam impecáveis.
Comparando scrub e jaleco
O scrub geralmente tem custo inicial mais acessível e é feito com tecidos resistentes a lavagens frequentes em altas temperaturas, garantindo longa vida útil. Isso significa menos gastos com reposição ao longo do tempo. É fácil de lavar e esterilizar, e a manutenção é simples.
O jaleco pode ter custo inicial e de manutenção um pouco maiores, dependendo do tecido e acabamento. Pode exigir cuidados especiais na lavagem, o que aumenta os custos. Mas ele oferece proteção reforçada em situações específicas, o que justifica o investimento dependendo do seu ambiente de trabalho.
Em muitos casos, a combinação das duas peças é adotada para aproveitar os benefícios de cada uma: scrub para conforto no trabalho intenso e jaleco para proteção adicional quando necessário.
O investimento que retorna
Fora a questão financeira, tem o bem-estar. Trabalhar confortável não tem preço. Terminar o plantão sem dor nas costas, sem irritação na pele, sem parecer que você passou a noite num forno?
Isso vale cada centavo investido num uniforme de qualidade.
Cuidados que prolongam a vida útil
Lavagem adequada
Uniforme de enfermagem precisa de lavagem rigorosa. A gente lida com contaminantes todos os dias, então nada de desleixo com a higienização.
Use água quente (seguindo as instruções do tecido), detergente adequado, e se possível adicione um produto para desinfecção. Muitos profissionais usam alvejante ou água sanitária diluída — só cuidado com tecidos coloridos.
Evite misturar os uniformes com roupas pessoais na mesma máquina. Se possível, lave separadamente para evitar contaminação cruzada.
Secagem e armazenamento
O ideal é secar ao sol, quando possível — a luz solar tem ação bactericida natural. Se usar secadora, siga as recomendações do tecido.
Guarde os uniformes limpos em local seco e arejado, separados das roupas de uso pessoal. Isso ajuda a manter a higiene e evitar contaminações.
Quando substituir
Mesmo com todos os cuidados, chega um momento em que o uniforme precisa ser substituído. Fique atenta a sinais como:
- Tecido muito desbotado ou manchado permanentemente
- Rasgos ou costuras soltas que comprometam a proteção
- Perda de elasticidade ou forma
- Aparência geral que não transmite mais profissionalismo
Um uniforme em boas condições é parte importante da sua imagem profissional e da sua segurança.
Uma dica de amiga
Se você chegou até aqui, imagino que está realmente interessada em renovar o guarda-roupa profissional ou pelo menos aprender mais sobre o assunto.
Então deixa eu te contar: existem lugares que realmente entendem o que a gente precisa. Que fazem roupas pensadas para quem vive de plantão, para quem valoriza conforto sem abrir mão de ficar bonita e profissional.
Eu não costumo fazer propaganda de nada — mas quando descobri a Jalecos Conforto, fiquei impressionada. O nome já entrega, né? Mas é sério: o tecido é de qualidade, o corte é moderno e funcional, e dá pra ver que foi feito por quem conhece a rotina da gente.
🎁Ah, e tem um presentinho aqui pra você: usa o cupom BLOG15 no site deles e ganha 15% de desconto. É um jeitinho de agradecer por você ter lido até aqui e de te incentivar a investir no seu próprio conforto e bem-estar. 🎁
Porque, olha, você merece trabalhar bem. Você merece se sentir confortável, bonita e profissional ao mesmo tempo.
No fim das contas...
A roupa certa para o plantão não é sobre moda ou tendência. É sobre respeito — respeito com você mesma, com o seu corpo, com a sua rotina intensa.
É sobre terminar o dia cansada, sim (porque a enfermagem é assim mesmo), mas não destroçada. É sobre olhar no espelho depois de 12 horas e pensar "tá, eu tô exausta, mas pelo menos eu tô apresentável".
É sobre pequenas escolhas que tornam os dias difíceis um pouquinho mais leves. E sobre entender que cuidar de quem cuida também é importante.
Seja scrub, jaleco, ou a combinação dos dois — o que importa é que você se sinta bem, segura e confiante para fazer o que faz de melhor: cuidar de pessoas.
E você, qual é o seu uniforme favorito? Aquele que te faz sentir pronta para encarar qualquer plantão? Conta pra mim nos comentários — adoro trocar experiências com colegas que entendem essa vida louca nossa.
Perguntas Frequentes
Qual a diferença entre scrub e pijama cirúrgico?
Na prática, são a mesma coisa! O termo "pijama cirúrgico" é usado tradicionalmente no Brasil, enquanto "scrub" vem do inglês e é mais comum internacionalmente. Ambos se referem ao conjunto de blusa e calça usado em ambientes hospitalares, especialmente em centros cirúrgicos e UTIs. O nome "scrub" vem de "to scrub" (esfregar), referência à facilidade de higienização da peça.
O jaleco protege contra quais tipos de contaminação?
O jaleco oferece proteção contra respingos de sangue, fluidos corporais, secreções, medicações e outros contaminantes. Para ser considerado um EPI (Equipamento de Proteção Individual), ele deve ser feito de material impermeável que garanta uma barreira efetiva contra material biológico. Jalecos comuns de tecido oferecem proteção básica, enquanto aventais ou capotes impermeáveis oferecem proteção mais robusta para procedimentos de maior risco.
Posso usar scrub fora do ambiente hospitalar?
Depende. O scrub em si pode ser usado fora do hospital, desde que esteja limpo e você não esteja vindo diretamente de um turno de trabalho. Muitos profissionais levam o scrub limpo de casa, vestem no hospital, e tiram antes de sair. O importante é nunca circular em ambientes públicos com uniformes que foram usados durante o trabalho, pois isso representa risco de contaminação cruzada. A roupa de trabalho deve ficar restrita ao ambiente profissional.
Quais os tecidos mais indicados para scrub e jaleco?
Para scrubs, o poliéster (especialmente misturado com elastano) é o mais indicado: resiste a lavagens em altas temperaturas, seca rápido, não amassa e é durável. Para jalecos, o gabardine é excelente por ser resistente, ter boa impermeabilidade e acabamento elegante. O algodão é confortável mas exige mais cuidados e pode encolher. A sarja também é boa opção para peças que precisam de alta durabilidade.
Como lavar e cuidar do meu scrub/jaleco para aumentar a durabilidade?
Lave sempre separado das roupas pessoais, usando água quente e detergente adequado. Para desinfecção, pode usar alvejante ou água sanitária diluída (cuidado com peças coloridas). Evite amaciantes em excesso pois podem comprometer a absorção do tecido. Seque ao sol quando possível pela ação bactericida da luz solar. Evite torcer excessivamente para não deformar. Siga sempre as instruções da etiqueta do fabricante. Substitua a peça quando apresentar desgaste visível, manchas permanentes ou perda de forma.
Qual é melhor para plantões longos: scrub ou jaleco?
Para plantões longos, o scrub é definitivamente a melhor escolha. Ele é mais leve, confortável e permite maior liberdade de movimento durante horas seguidas de trabalho. O tecido respirável evita superaquecimento, essencial quando você está correndo de um lado para o outro por 12 ou 24 horas. O jaleco é ideal como complemento, para usar por cima do scrub quando você precisa de proteção adicional ou uma apresentação mais formal em situações específicas.
A instituição é obrigada a fornecer o uniforme?
Sim. Segundo a NR-32 e as diretrizes da ANVISA e COFEN, se a instituição de saúde exige um padrão específico de uniforme (cor, modelo), ela deve fornecê-lo sem custos para o profissional. O mesmo vale para EPIs necessários à função. Você não deveria pagar do próprio bolso por uniformes obrigatórios que fazem parte dos requisitos de segurança do trabalho. Se sua instituição exige e não fornece, vale questionar junto ao departamento pessoal ou sindicato.
Por que não posso usar o jaleco fora do hospital?
O uso do jaleco fora do ambiente hospitalar é proibido por questões de biossegurança. Ele pode carregar contaminantes, bactérias e vírus para ambientes externos, colocando em risco você, sua família e a comunidade. Além disso, pode trazer agentes externos para dentro do hospital. É uma medida de proteção bilateral fundamental. O jaleco deve ser vestido ao iniciar o trabalho e retirado ao sair, idealmente em vestiários apropriados.
Referências
Este artigo foi elaborado com base em informações sobre práticas de vestuário em ambientes de saúde, considerando:
Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho, especialmente a NR-32, que estabelece diretrizes de segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde, incluindo requisitos para uniformes e equipamentos de proteção individual.
Diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) sobre processamento de roupas hospitalares, uso adequado de equipamentos de proteção individual, e prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde.
Recomendações do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) sobre uniformes, apresentação profissional, e boas práticas de biossegurança para profissionais de enfermagem.
Um abraço (daqueles de fim de plantão, bem apertado),
E lembra: cuidar de quem cuida também é importante. 💙
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